sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Coração Mecânico



Por muito tempo estive sozinho
E por muito tempo, eu, assim quis estar
Mas, eu não sei
Parece que o ser humano não suporta a solidão
Ou sou eu que quero sempre estar com alguém

Difícil acreditar
Entre todas as coisas
Sozinho é basicamente o meu estado natural
Mas é a curiosidade
Ela me faz tentar

Esse sentimento de amar
Que nos faz feliz juntos
E tristes separados
Eu procuro muito por isso
Quero sentir algo diferente
Diferente desse estado neutro de coração
Pois respirar e seguir em frente
Já não basta mais

Quero deixar acontecer
Permitir que alguém me conheça
Sair desse transe mecânico
Me deixar levar...

Pois a solidão já não me satisfaz
Expressar sentimentos em palavras
Sem nunca os conhecer de verdade...
Eu quero amar
Conhecer a dúvida que é o amor
Estar entre tantos
Que não sabem se o amor é real
E se dizem infelizes por isso
Infelicidade em procurar
Aquilo que os completa

Eu quero sentir a dor
A felicidade
A loucura
Que só o amor pode causar
Pois, estar sozinho, por sozinho estar
É tão insano quanto amar



Nathan de Souza Pontual


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Tudo que Pensei

Eu ainda consigo ver
Minha vida fingida
Meus falsos sentimentos
Tudo que eu escondia
De todos que conhecia
Eu não era eu
Eu não mostrava quem eu era
Sorria para esconder
A dor de estar sozinho...

E achando que era o segredo pra não sofrer
Eu continue sendo assim
Me iludindo
E quando conheci você
Achando que seria
Só mais uma que achava que me conhecia

Mas seus olhos me fitaram
Como quem avalia um erro
Eu não queria
Eu não devia
Mas eu os olhei
Vi o seu castanho
Observar o meu
Meio que duvidando daquilo
Deus, eu quis beija-la
E beijei

Eu mal sabia
Que me coração já se aquecia
Já se preparava
Para descansar
No ninho dos seus braços

Eu me entreguei...
Me apaixonei
Fiquei encantado com tamanha beleza
Só queria saber de estar com você
Só sabia dizer
Que não era o bastante
Eu queria mais
Foi quando eu puder dizer
O quanto amo você

E então, finalmente eu pude entender
Que na minha vida
Só me faltava
Me prender em você



Nathan de Souza Pontual




domingo, 30 de setembro de 2012

Ana...

Enquanto cochilavas
Nos sonhos distantes
Eu te observava

Eu paro pra perceber
Que eu estive sempre te observando
Suas ações
Suas vontades
Seus prazeres
Eu via tudo
Detalhes mínimos
Que te faz ser
Tudo pra mim

Eu tenho tantos segredos
Guardo mágoas e alegrias
Coisas que nunca te contei
Mas são coisas
Que você já parece conhecer
Você me entende tão bem...

Você me deu um presente
O melhor que já recebi
Você me deu a chance
De te conhecer
Me deu o prazer do seu toque
E o vicio dos seus beijos

Eu não me canso do você
Com teus carinhos
Quero construir minha vida
Com teu amor e desejo
Quero unir nossos corpos
Quero te fazer parte de mim
Quero ser parte de você
E quero selar tudo isso
Com um beijo

Eu faço de você
Minha realidade
E fico horas e horas
Pensando na hora de te ver
Nos dias em que estarei
Sorrindo por te ver
Sorrir.



Nathan de Souza Pontual

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A Lua Que Não Quero Mais

Eu vivi como um tolo
Agradecendo
Por ser um homem bom
Diferente de todos os outros
Conquistando e amando...

Foi quando te amei
Tua boca me dizia tudo
Teu corpo me mantinha junto de você
Teus olhos pareciam me dizer a verdade
Eu os olhava com gosto
Via olhos sinceros...

Mas seus olhos mentiram pra mim
E eu a perdoei pensando ver verdade nas suas palavras
Mas sua boca também mentiu
E percebi que o problema estava em você

Agora vivo com medo
Afinal eu não sei
Quando você pode pensar
Que minha vida com você
Virou rotina novamente
E você vai querer algo diferente
Da rotina que dizes que virei

Eu te chamei de meu mundo
Mas não notei que meu mundo
Era pura ilusão
Ele estava doente por dentro
E você não quis se livrar da doença

Então amor...
Deixo que essa doença te mate
Pois tu irá me olhar
Me beijar
Fazer amor comigo
Me ver sorrir
E vai viver na ilusão
De que tu refletes
No brilho dos meus olhos...


"Quem de nós vai insistir e não
Se entregar sem resistir então
Já não há mais pra'onde ir
Se entregar à solidão e só..."         (Detonautas - O dia que não terminou)


"Como ficar
Quando souber
Que se está sozinho
E não se tem mais ninguém
Por quem sorrir...?"          (Nathan de Souza)




Nathan de Souza Pontual

sábado, 15 de setembro de 2012

Observando Você

Meu coração amanheceu
Quando a noite caiu
Seus olhos me encontraram
Acharam meu sorriso

O quanto eu espero pra te ver?
Não importa, eu vou esperar
Pois meus olhos apaixonados
Anseiam por te avistar
Minha boca desesperada
Enlouquece por te beijar
Meu coração acorrentado
Inquietasse em te encontrar

E quando deita-se comigo
Acalmando meu corpo
Me fazendo de abrigo
É quando eu sinto a paz
A escuridão do quarto
O silencio tranquilo
A paz completa
Só eu e você
Fecho os olhos e respiro
Não existe felicidade maior...

Eu não quero adormecer
Pois seu cheiro me da prazer
Não quero deixar passar
A sensação do seu corpo quente
A tranquilidade no seu sono
Fotografo tudo em minha mente

A horas da noite começam a me vencer
O sono pesa nos meus olhos
Mas antes de ceder
Abraço seu corpo com prazer
Te deixo mais junta
Só pra sentir a alegria
A maior harmonia
Que são os nossos corações
Se amando devagar
Como em uma dança lenta
Felizes em se amar



Nathan de Souza Pontual

domingo, 19 de agosto de 2012

Inverno da Alma

Chegou o inverno
Esse é mais longo
Parece não acabar

Construí pra mim
Um abrigo
Que agora 
Não posso usar

Semana entra
Semana sai
Vejo meu caminho barrado
Que saudade daquele abrigo
Que tanto me aquecia

É um inverno sem fim
Frio, escuro e chuvoso
Difícil de passar

As vezes acho
Que morrerei
É quando o caminho
Que antes fechado
Abre as portas
E finalmente
Vou ao meu abrigo...
Finalmente esqueço o inverno
Esse inverno de cinco dias eternos
Abraço meu único abrigo
Abrigo que construí
No seu coração



Nathan de Souza Pontual

sábado, 18 de agosto de 2012

Robôs da Rotina / Ilusão de Viver



Seguem meus dias longos
Com calma
A pressa reservada
Para dias mais tranquilos

Rotina simples
Contada nos dedos
Quase uma foto
Do dia seguinte

Em meus dias tranquilos
Rápidos
Acalma reservada
Para dias seguintes

Dias tranquilos
Ansiados em dias mais lentos
Quase uma foto
De um sonho passado

É complicado o mundo
Suas rotinas sem fim
Sempre se repetindo
Por mais e mais pessoas
Que não sentem e não vêem
Que buscam na vida um sentido
Como robôs na rua caminham diariamente

Esperando o presente
Que nunca vão saber reconhecer
E vão deixar passar
Sem nunca ver
Sem nunca sentir
São robôs da rotina
E na rotina
Vão viver
Sem ver
Sem sentir.



Nathan de Souza Pontual